Sobre Quadrilhas …

Originada das danças rurais da Inglaterra entre os séculos XIII e XIV, a chamada “country dance” foi difundida na Europa depois da transferência cultural da Inglaterra com a França durante a Guerra dos Cem Anos.
Nos salões dos palácios franceses, passou a ser chamada “contredance” pela nobreza, e ganhou adeptos em toda a Europa a partir do século XVIII, quando finalmente ficou conhecida como “quadrille” (por ser dançada por dois pares).
Por volta de 1820 – lembrando que a família real portuguesa aqui chegou em 1808 – a quadrilha chega ao Brasil por meio da elite imperial, que adota a dança para abrir os bailes da corte.
Do formalismo aristocrático dos salões para os requebros da plebe. O ritmo das quadrilhas caiu logo no gosto popular e atingiu todo o Brasil, ganhando novas evoluções e instrumentos musicais (entre outros: sanfona, triângulo e zabumba), passando a ser praticado nas festas juninas.
As marcações originais da dança, em francês, foram aportuguesadas para o que chamaram “matutês”, dada a influência do linguajar matuto, que transformou “en avant tout” em “anavantu” e “en arrière” em “anarriê”, entre muitos outros.
A dança original não contava com alegorias como “Olha a chuva! É mentira!”, nem com os personagens do casamento, atualmente associados à quadrilha.
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